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terça-feira, 1 de junho de 2010

Iole de Freitas

Com curadoria de Marcus Lontra, estão, no total, oito obras realizadas já em 2010, especialmente para a exposição em Brasília. São o resultado mais recente do desenvolvimento do trabalho de Iole de Freitas, no desdobramento das instalações concebidas pela artista para a Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, e para a Casa França Brasil, no Rio de Janeiro, ambas no ano passado. “São obras de leveza, que investem na transparência, ou no vermelho forte”, explica a artista: “Algumas outras retomam os desenhos da série chamada de barrocos, nos anos 90”.
Curadoria de Marcus Lontra

Abertura: 1º de junho de 2010, terça-feira, 19h30
Exposição: de 02 a 30 de junho de 2010; Segunda a sábado, 10-22h; domingos, 14-20h

Galeria Referência
Casa Park - SGCV Sul Lote 22 Lj. 103
Brasília / Distrito Federal / Brasil
55-61-3361-3501
referenciagaleria@gmail.com
 
Fonte: Canal Contemporâneo

segunda-feira, 31 de maio de 2010

MASP realiza inédita de Francisco Stockinger, referência da escultura brasileira contemporânea. Exposição traz uma retrospectiva crítica do artista brasileiro de origem austríaca, morto no ano passado aos 89 anos. São 67 obras ao todo, entre esculturas de médio e grande porte, objetos utilitários, xilogravuras e desenhos - inclusive um retrato do artista feito por Flávio de Carvalho. Mostra tem concepção e coordenação geral de Fábio Coutinho, curadoria de Maria Alice Milliet.

Exposição: de 02 de junho a 22 de agosto de 2010; Terça a domingo, 11-18h; quinta, 11-20h

Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - MASP
Avenida Paulista 1578 - Cerqueira César
São Paulo / São Paulo / Brasil
55-11-3251-5644
atendimento@masp.art.br
www.masp.uol.com.br

Fonte Canal Contemporâneo

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Arsenal / Baró Galeria

ARSENAL Primeira mostra do novo espaço cultural de São Paulo: a BARÓ Galeria. A exposição conta com trabalhos dos 58 artistas, de vários países, que compõe tanto a Baró Galeria como a Galeria Emma Thomas, convidada para integrar o novo espaço. O novo espaço de cultura, que se apresenta como uma opção de integração entre artes, artistas, designers, colecionadores, críticos e público, conta também com projeto arquitetonico feito pelo 'sub studio' (Renata Pedrosa, Isabel Nassif e Julia Masagao) e com a participação da nova loja do hangar: o Coletivo Amor de Madre.

Artistas: Ana Teixeira, Carlos Fajardo, Chico Togni, Claudia Jaguaribe, Courtney Smith, Darío Escobar, Emanuel Tovar, Enrique Radigales, Erica Bohm, Fabiano Gonper, Felipe Barbosa, Fernando Renes, Flaminio Jallageas, Gisele Beiguelman, Henrique Oliveira, Hélio Oiticica e Neville D'Almeida, Ivan Navarro, Jac Leirner, Jorge Menna Barreto, José Rezende, Marcos López, Mariannita Luzzati, Mónica Espinosa, Mônica Piloni, Nicola Costantino, Pablo Siquier, Patrick Hamilton, Raquel Kogan, Roberto Bethônico, Roberto Jacoby, Rodrigo Facundo, Rosana Ricalde, Tâmara Andrade, Toby Christian, Tomas Espina, Wilfredo Prieto e Yoshua Okón

Abertura: 22 de maio de 2010, sábado, 12-18h
Exposição: de 25 de maio a 14 de agosto de 2010

Baró Galeria
Rua Barra Funda 216 - Santa Cecília
São Paulo / São Paulo / Brasil
(11) 3666.6489
www.barogaleria.com

Fonte Canal Contemporâneo

sábado, 15 de maio de 2010

MAC Niterói - Novas Aquisições + Wagner Malta Tavares

Novas Aquisições – 2009

Parte das obras expostas em “Novas Aquisições - 2009” foi doada pelos artistas ou seus representantes, segundo o diretor do MAC de Niterói, Guilherme Bueno. “No caso de Ana Holck, Speridião, Lynch e Wagner Malta, em especial, a aquisição foi possível graças ao Prêmio Marcantonio Villaça, realizado pela Funarte, que reconheceu a importância de o museu apoiar o trabalho de novos artistas”, diz. A mostra exibe pinturas, esculturas, instalações, backlights e vídeos, representando a diversidade de linguagens que caracteriza a arte contemporânea brasileira.
Artistas: Adriana Varejão, Afonso Tostes, Alessandra Vaghi, Ana Holck, Anatol Wladislaw, Felipe Barbosa, Gustavo Speridião, Maria Lynch, Raul Mourão, Ricardo Basbaum, Romano e Wagner Malta Tavares

Wagner Malta Tavares - Herói

A mostra faz parte da série "Projetos Especiais", exposições individuais abrigadas no MAC de Niterói desde 2004, trazendo suas esculturas, fotografias e vídeos. Guilherme Bueno recomenda que se note, nesta exposição, como as esculturas de Wagner nascem sempre de um confronto entre uma "racionalidade absurda" de suas "esculturas-máquinas" e como estes objetos sempre lutam contra as forças da natureza. “Há esculturas que se apóiam no ar ventilado por seus motores; outras só se completam na medida em que todo este maquinário "ativa" as formas, dá-lhes vida”, diz Bueno.

Abertura: 15 de maio de 2010, sexta-feira, 17h
Exposição: de 16 de maio a 27 de junho de 2010, de terça a domingo, 10-18h

Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC Niterói

Mirante da Boa Viagem s/nº - Boa Viagem
Rio de Janeiro / Rio de Janeiro / Brasil
(21) 2620.2400
macniteroi@macniteroi.com
www.macniteroi.com

Fonte Canal Contemporâneo

quarta-feira, 12 de maio de 2010

3ª edição do Prêmio CNI-SESI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas

A mostra conta com obras de Armando Queiroz, Eduardo Berliner, Henrique Oliveira, Rosana Ricalde e Yuri Firmeza. Os cinco artistas foram premiados depois de passarem por dois processos de seleção. No primeiro, um júri formado por Orlando Manesquy (artista plástico, curador e professor na Universidade Federal do Pará), Gaudêncio Fidelis (curador independente – RS) e Nivalda Assunção de Araújo (curadora e professora da Universidade de Brasília - DF) avaliou as 353 inscrições e incluiu os cinco artistas entre 30 selecionados.

Artistas: Armando Queiroz, Eduardo Berliner, Henrique Oliveira, Rosana Ricalde e Yuri Firmeza

Abertura: 12 de maio de 2010, quarta-feira, 19h
Exposição: de 13 de maio a 13 de junho de 2010, Terça a sexta, 10-18h; sábados e domingo,10-16h

Museu de Arte Contemporânea da USP - MAC USP

Rua da Reitoria 160 Cidade Universitária
São Paulo / São Paulo / Brasil
(11) 3091-3039, 3091-3018, 3812-0218
infomac@edu.usp.br
www.mac.usp.br

Fonte Canal Contemporâneo

terça-feira, 11 de maio de 2010

Espaços Compartilhados - Galeria Gestual

A Gestual vem trabalhando há dois anos com ações simultâneas em três espaços da Galeria: a sala de exposições (que lança em uma mostra maior a produção recente dos artistas), a sala Inverso (para projetos menores) e o Acesso, que abriga intervenções.

Como um desdobramento desta forma, a Gestual será ocupada nos próximos meses pelos artistas Gerson Reichert, Guilheme Dable e Tulio Pinto, que se revezarão nos três espaços, em um projeto por eles denominado Espaços Compartilhados.

De 15 de maio a 05 de junho Tulio Pinto ocupará a sala de exposições, Guilherme Dable a Inverso e Gerson Reicher o Acesso.

De 12 de junho a 03 de julho será a vez de Gerson ocupar a sala de exposições, Túlio a Inverso e Guilherme o Acesso.

De 10 a 31 de julho, Guilherme ocupará a sala de exposições, Gerson a Inverso e Túlio o Acesso.

Toda movimentação de revezamento entre os três artistas e os espaços da galeria nesse espaço de tempo será acompanhada pela jornalista e crítica de arte Paula Ramos. A idéia é que o material que resultar dessa experiência seja compilado em uma publicação com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2010.       

Na primeira etapa do projeto, Tulio Pinto mostrará na sala de exposições Procedimentos Materiais I, onde fará uso de três materiais - pedra, areia e vidro - para criar duas relações de diálogos entre estes materiais e o espaço da Galeria. Em Situação de Canto, um cubo de granito negro (20 x 20 cm) é colocado no encontro de duas paredes a uma altura aproximada de 150 cm do piso, sustentado por uma lâmina de vidro que percorre a diagonal de sua face inferior e pela posição que ocupa no espaço. Situação de Encontro coloca uma lâmina de vidro de 100 x 100 cm em posição vertical, mantida por um paralelepípedo constituído de areia. Esse geométrico é seccionado e dividido pelo plano constituído pela lâmina de vidro. Desta forma sua face superior é composta por dois planos distintos - um horizontal e outro inclinado.

Guilherme Dable, na sala Inverso, apresenta Dos Ombros Dos Gigantes. Partindo das anotações que faz em seus livros, sublinhados, Guilherme transfere esses trechos como desenhos para um suporte translúcido, que pede a participação ativa do espectador: a ele é proposto que leve um livro seu, para colocar o trabalho na página indicada, sobrepondo assim o desenho gerado pelo texto que o artista selecionou, revelando um novo texto. Além do conjunto de páginas avulsas, à disposição do público para manuseio, um livro-objeto de papel vegetal, encadernado pelo artista, que mede vinte metros quando aberto, também estará em exposição.

Gerson Reichert mostrará no Acesso Inside - Pintura Interior, pinturas onde ele busca intensificar a relação dos materiais com o suporte, ao serem apresentadas sobre poliéster em caixas de backlight. O artista constrói imagens a partir da transparência própria do material, explorando a migração da pintura a óleo através do suporte. O efeito da luz interior do backlight evidencia novos elementos na construção de uma imagem que remete à idéia de espaço interior.

Galeria gestual
Av. Cel. Lucas de Oliveira, 21
(51) 3330-9673
Porto Alegre, Rs, Brasil
gestual@gestual.com.br
www.gestual.com.br

Siron Franco - Caixa Cultural RJ

A mesma palavra que dá o título apresenta, desde o início, um mistério que pode conter tudo, desde fatos não revelados a simples ironias cáusticas diárias. Assim é a exposição. O segredo da criação se apresenta tanto na idéia que dá origem à produção quanto em tudo aquilo que, na existência do artista, evoca algo misterioso. Siron mira principalmente os segredos que encobrem o Sagrado: o mistério da vida, da criação, da oração e da intuição, tudo isso captado no cotidiano, às vezes absurdo, que o olhar desatento pode designar como algo banal.

Exposição: de 11 de maio a 11 de julho de 2010

Caixa Cultural Rio de Janeiro
Avenida Almirante Barroso 25 - Centro
Rio de Janeiro / Rio de Janeiro / Brasil
(21) 2544-4080/7666
caixacultural.rj@caixa.gov.br
www.caixa.gov.br

Fonte Canal Contemporâneo

Walmor Correa - Você que faz versos

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Julia Csekö - Parafuso de Veludo

Em seu “Livro sobre nada” Manoel de Barros escreve ao invés de um prefácio, um pretexto onde se encontra esta imagem do impossível, o Parafuso de Veludo. É esta peça inventada que trespassa as obras apresentada pela artista. Uma peça concebida para ligar-se a outra; contudo, esta imagem insólita nos traz a dúvida, a incerteza de seu lugar, de seu encaixe

Curadoria de Elisangela Valadares

Exposição: de 05 a 31 de maio de 2010

Galeria Toulouse
Rua Marquês de São Vicente 52 350 - Gávea
Rio de Janeiro / Rio de Janeiro / Brasil
(21) 2274-4044
contato@galeriatoulouse.com.br
www.galeriatoulouse.com.br

Fonte Canal Contemporâneo

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Efraim Almeida - Handamade

O título da exposição enfatiza o processo manual de confecção das obras e a singularidade obtida neste processo. As obras, em pequena escala, são instaladas no chão e nas paredes do Galpão, em contraponto ao tamanho monumental do espaço expositivo. Este confronto de escalas propõe relações de cumplicidade, aproximação e intimidade com o espectador.

Abertura: 1º de maio de 2010, sábado, 10h30
Exposição: 04 de maio a 19 de junho de 2010, Terça a sexta, 10-19h; sábado, 10-17h

Galpão Fortes Vilaça
Rua James Holland 71 - Barra Funda
São Paulo / São Paulo / Brasil
(11) 3392-3942, 3392-5969
curatorial@fortesvilaca.com.br
www.fortesvilaca.com.br

Fonte Canal Contemporâneo

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Camille Kachani - Galeria Thomas Cohn

Esta nova série de objetos e esculturas, produzida entre 2009 e 2010, é uma seqüência natural da série Invisíveis, apresentada na mesma galeria e no Paço das Artes em 2007. Continuo explorando o relacionamento que temos com o nosso entorno e como os diferentes graus de percepção que temos deste último influenciam a nossa compreensão da realidade. Interessam-me os interstícios e detalhes que fogem da apreensão do olhar – elementos elusivos mas integralmente constituintes da massa de informações a que chamamos de realidade.
 
Abertura: 22 de abril de 2010, quinta-feira,19-22h 
Exposição: 23 de abril a 15 de maio de 2010, Terça a sexta, 11-19h; sábado, 11-18h

Galeria Thomas Cohn
Av Europa 641 - Jardim Europa
São Paulo / São Paulo / Brasil
(11) 3083-3355
info@thomascohn.com.br
www.thomascohn.com.br

Fonte Canal Contemporâneo

Luiz Hermano - Rio de Contas

Com sua matemática sensível, Luiz Hermano criou obras com estrutura de conjuntos, como Continentes e Caravela cujo princípio de organização de alguns volumes configura o todo. Já os outros se estabelecem pela unidade, como Rio das Contas, com suas correntes que formam rodamoinhos, Artifícios, no qual peças pretas e brancas listradas provocam ilusão de movimentos, além de Sudário, Lua Cheia, Trombetas e as demais obras que compõem a exposição.

Abertura: 22/04/2010, quinta-feira, 20h
Exposição: 23 de abril a 22 de maio 2010, Segunda a sexta, 10-19h; sábados, 11-15h

Galeria Nara Roesler
Avenida Europa 655 - Jardim Europa
São Paulo / São Paulo / Brasil
(11) 3063.2344, 3088.0593
nararoesler@nararoesler.com.br
www.nararoesler.com.br

Fonte Canal Contemporâneo

Preto no Branco – do Concreto ao Contemporâneo

Organizada pelo jornalista Celso Fioravante, a coletiva traz a público uma rara seleção de 43 obras, percorrendo seis décadas de produção em variados suportes como pintura, escultura, desenho, gravura, colagem e fotografia. “A exposição foi pensada a partir do dito popular ‘preto no branco’, que remete a uma ação afirmativa, a algo que não deixa dúvidas, que está ali registrado na forma de uma obra que é um documento da poética do artista”, diz Celso Fioravante.
Artistas: Aluísio Carvão, Amilcar de Castro, Anna Maria Maiolino, Antonio Maluf, Arnaldo Ferrari, Claudia Andujar, Evandro Carlos Jardim, Fernando Lemos, Frans Weissmann, Geraldo de Barros, Hermelindo Fiaminghi, Ivan Serpa, João José Costa, José Rufino, Judith Lauand, Lenora de Barros, Leonilson, Leopoldo Raimo, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto, Marcello Grassmann, Maurício Nogueira Lima, Niobe Xandó, Oswaldo Goeldi, Pitágoras Lopes Gonçalves, Raul Porto, Roberto Burle Marx, Rodrigo Andrade, Rubem Ludolf, Rubem Valentim, Sérgio Camargo, Ubi Bava, Vânia Mignone, Wanda Pimentel, Wanda Pimentel Willys de Castro e Willys de Castro

Abertura: 22 de abril de 2010, quinta-feira, 20h
Exposição: 23 de abril a 28 de maio de 2010, Segunda a sexta, 10h-19h30

Galeria Berenice Arvani
Rua Oscar Freire 540 - Cerqueira César
São Paulo / São Paulo / Brasil
(21) 3088-2843, 3082-1927
galeria@galeriaberenicearvani.com
www.galeriaberenicearvani.com

Fonte Canal Contemporâneo

sábado, 27 de março de 2010

CONTIDONÃOCONTIDO / MAMAM

Em seu momento de reabertura, o Mamam apresenta uma exposição que contribui para uma reflexão crítica e propositiva acerca de seu acervo. Tem como desafio um passeio pela história da arte de Pernambuco, oferecendo vários níveis de relação com o visitante e colocando em prática uma crítica institucional construtiva ao trabalhar coletivamente a partir do acervo do MAMAM. A exposição que terá três etapas deseja não somente mostrar parte da Coleção, como também tratar o museu como um laboratório: incentivar a pesquisa sobre arte e a investigação sobre artistas, presentes ou não na coleção atual.
 
Artistas: Aloísio Magalhães, Carlos Mélo, Cícero Dias, Equipe Bruscky e Santiago, Eudes Motta, Francisco Neves, Gato Felix, João Câmara, José Carlos Viana, José Cláudio, Ladjane Bandeira, Liliane Dardot, Luciano Pinheiro, Lula Cardoso Ayres, Marcelo Coutinho, Marcelo Silveira, Mauricio Castro, Nilza Torres de Melo, Petrônio Cunha, Raul Córdula, Renato Valle, Rodolfo Mesquita e Vicente do Rêgo Monteiro
Curadoria de Maria do Carmo Nino
Educativo MAMAM, Clarissa Diniz
 
exposição: 17/03/2010 a 18/07/2010
horários: Terça a domingo, 13-19h; quarta, 9-19h

Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães - MAMAM
Rua da Aurora 265 - Boa Vista
Recife / Pernambuco / Brasil
55-81-3232-2188
55-81-3232-1694
mamam@mamam.art.br
www.mamam.art.br

Fonte Canal Contemporâneo

quinta-feira, 18 de março de 2010

Carlos Bevilacqua - Dois

O título Dois enfatiza o princípio de construção formal focado na repetição: as esculturas são constituídas por duas ou mais partes iguais. Formam-se assim, estruturas seriais e “flutuantes” que se empenham em equilibrar e harmonizar forças opostas. “O dois pode ser um par de iguais, de opostos, de ser e anti-ser, céu e terra, onda e partícula, uma força estática e dinâmica, volume e vazio”, afirma Bevilacqua.

abertura: 18 de março da 2010, as 19h
exposição: 19 de março a 17 de abril de 2010
horário: terça a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 17h

Galeria Fortes Vilaça
Rua Fradique Coutinho 1500 - Vila Madalena
São Paulo / São Paulo / Brasil
(11) 3032-7066, 3097-0384
galeria@fortesvilaca.com.br
www.fortesvilaca.com.br

Fonte Canal Contemporâneo

Wagner Malta Tavares - Herói

Esta exposição marca os dez anos de trabalho de Wagner Malta Tavares (1964, São Paulo) exclusivamente dedicados à arte. A escultura Herói, que dá nome à exposição, é composta de um ventilador, no qual uma capa vermelha tremula indicando o voo de um super-herói. “O artista discute com humor nosso eterno desejo por heróis, patente na vasta genealogia da estatuária sobre o tema”, comenta Agnaldo Farias.

exposição: de 18 de março a 25 de abril de 2010
horário: terça a domingo, das 11h às 20h

Instituto Tomie Ohtake
Avenida Faria Lima 201 entrada pela Rua Coropés - Pinheiros
São Paulo / São Paulo / Brasil
(11) 22451937, 22451902, 22451900
instituto@institutotomieohtake.org.br
www.institutotomieohtake.org.br

Fonte Canal Contemporâneo

quinta-feira, 11 de março de 2010

Do pensamento à representação
















Através de um grupo de artistas, o colecionador Luiz Mussnich estimula o espectador a perceber o uso do desenho ora como trabalho preparatório ora como trabalho final. As obras escolhidas indicam que a ligação entre cada artista está nas diferenças de suas propostas e ao mesmo tempo nas semelhanças de seus processos: o desenho.

Marília Razuk Galeria de Arte
Rua Jerônimo da Veiga 62 loja 2 - Itaim Bibi
São Paulo / São Paulo / Brasil
55-11-30790853
galmariliarazuk@uol.com.br

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Esculturas no Goethe


















Abertura: 20 de outubro de 2009, às 19h
Local: Galeria do Goethe (24 de outubro, 112 - Porto Alegre
Visitação: 20 de outubro a 12 de novembro, de segunda a sexta, das 10 às 20h. Sábado, das 10 às 12h
*As esculturas dos artistas portoalegrenses foram selecionadas pelo júri da 10ª edição do concurso de artes plásticas do Goethe-Institut Porto Alegre.


  
Arte como questão
No cenário artístico contemporâneo, no qual freqüentemente os artistas tendem a ativar o lugar e o contexto de suas obras, é habitual serem expostos diversos procedimentos que levantam questões, não somente em relação à arte e seus limites, também no que diz respeito às fusões entre a arte e a vida. Os dois trabalhos que se dispõem nesta exposição surpreendem. Oferecem, em um único tempo, duas vertentes para se perceber a arte no espaço. Muito além disso, levam a centrar a atenção em  aspectos que extrapolam a insuficiente aproximação retiniana;  formulam, cada obra a seu modo, problemas, aqueles que perturbam nossos hábitos perceptivos, ao testarem, por uma atitude experimental, outras formas de materializar o pensamento crítico em meio à produção de arte.
Leonardo Fanzelau e Túlio Pinto trazem neste âmbito, cada um a seu modo, obras nutridas de uma sutil complexidade; qualidade esta rara em um mundo artístico afeito ao jogo fácil das imagens, inseridas em um circuito que muitas vezes absorve passivamente qualquer manifestação, em ausências de uma atenção mais criteriosa dos fatos artísticos.  Aqui ao contrário, as obras colocam-se elas mesmas como discussão sobre a natureza dos trabalhos, sobre seus materiais e o lugar no qual intervém, também sobre seu potencial de investigação.
Uma escada tripartida colorida, daquelas que tingem de vivos matizes o cotidiano das praças, subverte na exposição a banalidade dos playgrounds de tantas crianças felizes.  Diversão sem fim” ganha no novo espaço (que não é o seu próprio), um trágico e irônico destino, ao tornar-se um instrumento de aprisionamento, pois ao alto do brinquedo balançam astuciosas algemas.  A arte de Leonardo Fanzelau inquieta a lógica das coisas e de seus lugares, rejeita convenções, traz à luz o absurdo. É obra na qual o autor se vale de objetos originalmente desprovidos de pretensão artística, tal como Duchamp buscou em seus longínquos readymades. Mas este jovem artista vai além dessas referências: abala as relações funcionais destes artefatos contraditórios, pois juntos mostram-se incompatíveis em suas funções. O prazer e a liberdade que os brinquedos geram, recusam, por sua vez, a prisão ou qualquer coerção. É uma prática de desconexão e conduz o espectador, neste processo, ao nível da ideia. Traz uma sutil latência de problemas formulados em relação à nossa experiência conhecida do mundo.
Como contraponto, emerge no mesmo espaço expositivo, um outro tipo de discussão. A proposta de Túlio Pinto debate questões espaciais e de território dentro da galeria, mas em especial, rasga a percepção habitual do sítio conhecido em direção à fisicalidade dos materiais. Em meio à dominante virtualidade que constitui a cultura tecnológica dos nossos tempos, os trabalhos deste artista projetam com vigor e como questão essencial, a matéria no mundo. A desconexão que Leonardo apresenta em relação à ideia em sua arte, ocorre de modo diverso na instalação de Túlio; este faz eclodir uma visível tensão na substância física dos elementos que situa no espaço.
Este último trabalho força a natureza, não tanto a ideia, coloca em xeque a gravidade, não sua temática, inquire sobre as cargas físicas da matéria e as dilacera, não sobre seus usos. Interroga também sobre os limites espaciais e, neste processo, sobre os limites da própria arte. É obra na qual também se chega a duvidar sobre a familiaridade das nossas experiências perceptivas, tal como na de Fanzelau, mas por sentidos diversos: esta última pelo que nossa cultura nos faz conhecer sobre os objetos e seus empregos, a outra, pelo que se tem consciência dos fenômenos materiais e de sua conduta na natureza.
Ambos trabalhos provém de processos geradores de desfamiliarização e de um poético estranhamento, ao iluminarem caminhos para se pensar a arte hoje.
Através de um alto potencial de criticidade e simultâneo conteúdo poético, compreendem ambos a arte como questão. Trazem a chance de partilhar um valioso espaço de trocas, indagações e afeto em relação às experiências da vida através da arte, as que estas duas propostas artísticas sabiamente  nos propõem e nos envolvem.                                                                                                                
Mônica Zielinsky - Setembro de 2009”